

Quem é André de Oliveira?
Sou André Santos de Oliveira, Psicólogo Clínico e do Trabalho. Graduado em Psicologia pelas Faculdades Integradas Maria Thereza/RJ e Pós graduando em Terapia Coginitiva Comportamental (TCC) e Terapia Corporal Reichiana.
Mas antes disso... sou casado, pais de 2 filhos e morador de Niterói/RJ.
Minha clínica é plural.
Aqui tem espaço para todas as pessoas. De todos os gêneros, raças, nacionalidades… e para quem tem mais de 12 anos e precisa de cuidado.
Trabalho com transtornos como depressão, ansiedade, burnout, bipolaridade, borderline, fobias… Mas, acima de tudo, trabalho com histórias. Com pessoas.
Acolho crises emocionais, ajudo no desenvolvimento pessoal, nos relacionamentos… Acompanho pais de filhos atípicos… e também pessoas no processo pré e pós-bariátrica.
Também atuo com empresas:
palestras sobre saúde mental, rodas senso-reflexivas, plantões psicológicos presenciais ou online.
E sou pesquisador e especialista na saúde mental do homem negro.
Porque cuidar da mente também é um ato de justiça e dignidade.
E se você chegou até aqui… talvez seja hora de cuidar de você também!
Tipos de Atendimento
Clínica Presencial/Home Care/Corporativo Niterói e RJ
Clínica Online em todo Brasil
Atendo todos os públicos acima de 12 anos.
Tipos de Transtornos
Apoio Psicológico
Corporativo
Eventos e Formações


Formação de Facilitadores de Grupos Reflexivos com Homens Autores de Violência Doméstica
Secretaria de Estado da Mulher

Por que os homens negros precisam de organizar?
Confraria de Homens Negros

Café da Manhã - parceria 2026
DGAS/CBMERJ
Meus últimos trabalhos


SIPAT - 2026
Grupo Azanas
Março Delas - Campanha para o mês das Mulheres
Online


Janeiro Branco - 2026
VLT RJ e Via Lagos

Palestra sobre Saúde Mental
Corpo de Bombeiros - Profissionais da Reserva


Palestra sobre Diversidade Racial
Grupo Azana´s

Roda Senso Reflexiva - 2026
Morro do Bumba - Niterói/RJ
Especialidade:
Saúde Mental da População Negra
Minha Clínica é Plural, ou seja, atendo a todos os públicos acima de 12 anos.
Mas, Por que escolhi me especializar na Saúde Mental da população negra?
Meu avô materno, um homem negro, faleceu com menos de 50 anos em decorrência de uma doença que poderia ter sido evitada. Sua morte marcou profundamente a minha família — uma família negra — e revelou, de forma dolorosa, as desigualdades no acesso ao cuidado, à escuta e à saúde.
Essa vivência foi o detonador do meu trabalho. Carrego comigo uma espécie de dívida afetiva e ética com meu avô: a de transformar dor em cuidado, ausência em acolhimento.
Escolhi dedicar minha trajetória profissional a oferecer conforto, escuta e apoio à população negra, para que possamos, juntos, construir caminhos possíveis para uma vida com mais dignidade e Saúde Mental.
Pesquisas no Campo da Saúde Mental
Tema: SAÚDE MENTAL E RACISMO ESTRUTURAL: MASCULINIDADES NEGRAS E O (DES)ACESSO AO CUIDADO
A saúde da população negra no Brasil é historicamente marcada por desigualdades que refletem os efeitos duradouros do racismo estrutural nas políticas públicas, no acesso aos serviços e nas experiências cotidianas de cuidado. Em especial, os homens pretos enfrentam barreiras significativas que vão desde a dificuldade de acesso a atendimentos de qualidade até construções sociais que os afastam de práticas de autocuidado. A masculinidade hegemônica, associada à força, resistência e invulnerabilidade, muitas vezes contribui para que esses homens negligenciem sua saúde física e mental. Além disso, a intersecção entre raça e gênero cria dinâmicas específicas de exclusão que ainda são pouco exploradas nas pesquisas em saúde pública.
O desejo de pesquisar sobre esse tema nasceu da experiência vivenciada na clínica psicológica. Ao longo de quase dois anos e meio, atendi como Psicólogo Clínico aproximadamente 500 pacientes de forma presencial/online, semanalmente, com sessões de 40 minutos. Embora seja um número considerável de pacientes, acompanhei apenas dois homens negros. Isso me fez questionar o porque não acessavam esse serviço. Para além disso, em conversas com amigos, entre familiares e colegas de trabalho, em sua maioria negros, quando surgia a indagação sobre esse tema, sempre recebia uma mesma resposta padrão: “Não, nunca fiz terapia, só vou ao médico em situações graves”.
O local utilizado como campo de atuação foi o Morro do Bumba, comunidade formada por uma população volumosa de homens e mulheres pretas e que ficou conhecida mundialmente por um trágico abalroamento de casas, vitimando centenas de moradores e deixando muitos outros desabrigados, em abril de 2010. Mesmo passados quinze anos dessa tragédia, não se tem quase notícias de estudos, projetos e intervenção municipal, estadual ou federal nos serviços de saúde para com as vítimas.. Como morador com minha família e afetados diretamente por esse acontecimento, nunca fomos assistidos.
Meu projeto de pesquisa pretende analisar a relação entre masculinidades e saúde para homens negros, em suas intrincadas e complexas relações. Ao buscar investigar como essas pessoas zelam por sua saúde, quer também compreender como o racismo estrutural impacta o acesso aos serviços de saúde, levando a comorbidades mentais, dificuldades em buscar ajuda e maior incidência de certas doenças.
Fazer parte da Confraria de Homens Negros tem contribuído muito para meu trabalho, pois lá há diversos projetos onde posso acolher a população negra e me sentir parte dessa luta.




André Santos de Oliveira
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